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 29/08/2004 a 04/09/2004
 08/08/2004 a 14/08/2004


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Repensando: para INOVAR a CIDADE


Por uma Política de Incentivo à Cultura

 

Pode nos incomodar mas é inelutável: o desenvolvimento técnico-científico que transformou o entretenimento em industria, ao permitir a reprodutibilidade da obra de arte funde a criação artística e sua cristalização em cultura com aquele ramo industrial.

 

Vivemos no tempo em que criação da arte e sua difusão em cultura participam da indústria do entretenimento.

 

Como toda indústria, a do entretenimento também gera a necessidade de seu consumo, gera seus consumidores. Para quem tem suas necessidades mais básicas satisfeitas, a fruição da arte e da cultura torna-se tão indispensável quanto um alimento o é para quem tem fome.

 

Mais, como qualquer outra, uma industria cultural forte e diversificada pode gerar muita renda através da geração de empregos diretos e indiretos. Em Florianópolis, uma tal industria além de realizar intensa sinergia com a industria do turismo teria sobre essa a vantagem de não ser sazonal.

 

Nossas universidades formam profissionais qualificados para atuação nessa indústria e, ao mesmo tempo, em nossa Cidade o público ávido por esses serviços cresce vertiginosamente; sem contar com os turistas. Em princípio nos faltaria apenas o não menos importante: mais investimentos no setor.

 

Aí, entra o papel do Governo Municipal. Essa indústria, cujo produto nos é tão vital, mas que ainda é incipiente em Florianópolis, para se afirmar precisa de INCENTIVO, necessita do apoio decisivo do Poder Público. Tanto para subsidiar sua disseminação até ao ponto de o acesso à mesma ficar universalizado, quanto para suprir a carência dos investimentos que se fazem necessários.

 

Tal como acontece por esse Brasil afora com muitas industriais incipientes, é urgente que Florianópolis tenha uma bem definida Política Pública de incentivo à sua indústria cultural.

 

Nessa perspectiva, quando Vereador fiz o projeto da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. E esse dispositivo legal seria apenas um fator importante de uma política pública que ainda está por ser definida e consolidada. Hoje estamos cientes de que a Lei Municipal de Incentivo à Cultura precisa ser aperfeiçoada para ganhar maior eficácia como instrumento de estímulo à produção cultural de Floripa. 



Escrito por V. Rosalino às 02h10
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E a Galheta vereador Márcio?

  Certamente, se a Praia da Galheta hoje é tida como uma da mais belas da ilha, tanto por nós que aqui vivemos quanto pelos turistas, é porque ela permanece intacta, protegida pela Lei que a transformou em Parque Municipal e pela ação decidida dos cidadãos que a admiram e defendem como um patrimônio natural de Florianópolis.

 Agrada-me lembrar de ter sido o autor da Lei que transformou a área da Praia da Galheta em Parque Municipal, quando era Vereador. Acho que foi uma das boas coisas que fiz à cidade, naquela condição.

 

Neca Darella, como você e muita gente, também acho que o vereador Márcio Souza, mesmo que atendendo ao pedido de um grupo interessado, foi muito infeliz quando atuou levando a Câmara Municipal a transformar o Parque da Galheta em praia de nudismo.

 

Nada contra o nudismo em locais naturais. Apenas, essa prática, num dos mais belos parques naturais do município, inibe a visitação pública do mesmo, principalmente, a visitação pelas crianças e jovens em idade escolar, prática que ao invés de ser inibida deve ser estimulada.

 

A alteração na Lei feita pelo Vereador Márcio, mesmo sendo um dispositivo que apenas tolera o nudismo, por ser altamente inibidora da livre circulação no Parque, é elitista, anti-social e deve ser revogada.

 

Enfim, essa é a minha vontade de Candidato a Vereador, a da Neca Darella e de muita gente da cidade. Até porque aquela alteração, além dos inconvenientes já citados, enfraquece politicamente todo bom discurso preservacionista. Estamos errados?

 

 



Escrito por V. Rosalino às 11h20
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Acorda Floripa!

           Ontem discutiu-se no salão paroquial da Trindade o que talvez seja a questão urbana de maior gravidade para a cidade, no momento: mais uma alteração do plano diretor, desta vez na área que envolve o Complexo Penitenciário, abrangendo a Agronômica e a Trindade.

 

Discutia-se qual o zoneamento que atendendo aos interesses da “comunidade” (entenda-se a “limpeza” da área) seja capaz de viabilizar um projeto do Governo estadual: o de negociar com empresas de construção civil a troca de toda a área daquele Complexo (431.000 m2) por área edificada de penitenciárias no interior do Estado.

 

É uma barbaridade, mas é isso mesmo! Nós pagamos os impostos, a cidade cresce e suas áreas centrais adquirem altíssimo valor comercial e, então, vem o próprio Governo Estadual e se põe a agir como grande especulador com aquiescência da Câmara de Vereadores e de pretensos “representantes da comunidade”?

 

Senhor Governador, Senhores Vereadores, Senhora Prefeita do Município, Cidadãos: Acordemos todos! Não façamos isso com a nossa cidade!

A solução é outra.  O Governo Estadual que construa urgentemente com seus meios (para que o ICMS?), convênios e etc., penitenciárias em outros locais, desativando todo o Complexo da Agronômica e doando 100 % de tudo o que lá existe para que cidade de Florianópolis.

 

Lá, então, a cidade poderá construir as creches de que falam os tais líderes comunitários. Mas, principalmente, poderá construir um verdadeiro Centro da Cidadania, para o qual, aliás, já existem projetos, inclusive com a reutilização dos prédios para a construção de albergue da juventude, do museu penitenciário, de oficinas e cooperativas de cinema, vídeo cinemas, teatro, dança etc. Enfim, tudo aquilo tem um destino natural e integrado ao já existente CIC. ACORDA FLORIPA!

 

Escrito por V. Rosalino às 12h20
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O que já aprontei?

Pensando bem, até que poderia ter sido mais! Mas, vamos lá!                                                                      

Militante do "Partidão", atuei no movimento estudantil; participei da fundação da juventude do MDB, o precursor do atual PMDB; paguei o mico de um exílio de alguns anos em Paris (ou seja, o mico não foi lá tão grande assim); de volta, ajudei na fundação do PMDB e, anistiado, fui reintegrado ao corpo de professores da UFSC; com a legalização do PCB assumi finalmente minha filiação partidária, fiz uma campanha para Prefeito de Floripa que parece ter agradado (lembram-se, O PCB é  Legal!); fiz teatro; fui assessor parlamentar na Constituinte Cidadã presidida pelo Velho Ulysses (aqui, uma baixeza: nessa ocasião, com a pretensão de quem se achava um bom quadro político do PCB, como me era impossível não sentir uma ponta de inveja da maravilhosa verve do imbatível Mário Covas ecoando da tribuna da Câmara dos Deputados!); fui eleito Vereador de Floripa pelo PCB, de 1989 a 1992; nesses últimos tempos, além de brincar de ator, briguei com o "Partidão", com quem só fiz as pazes depois que o mesmo se permitiu "alcuno aggiornamento anche piccolo" e passou a se chamar PPS (foi nesse tempo que também procurei dar um pouco de ordem a minha profissional que se achava um tanto bagunçada pelos anos de militância); por fim, depois de ter escrito alguns textos acadêmicos, eis-me aqui de volta, PEDINDO O SEU VOTO (...era só o que faltava, alguns poderão dizer! (mas, os que assim o fizerem, estejam certos, são meus adversários, é claro!).

Ah, também amei muito as (muitas?) namoradas que tive a sorte de desfrutar! Com algumas briguei, às vezes feio, e talvez algumas delas ainda estejam dizendo mal de mim. Que se há de fazer? 



Escrito por V. Rosalino às 18h23
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Quem sou?

Brasileiro, solteiro, Prof. da UFSC, hoje sou Candidato a Vereador de Florianópolis, cidade que amo e que tão bem me acolhe faz muitos anos... Também, cidade pela qual muito temo!

Temo que, em desvario, a fazemos  cescer por crescer em velocidade alucinante. Como se isso fosse em si mesmo a mais suprema apoteose, esquecemos que o câncer é precisamente isso, uma doença de crescimento e/ou de multiplicação desvairada... 

Como assim? Assim, como louco, desvairado, foi (e continua sendo) o crescer que se impôs à São Paulo que não podia parar, o que se fez com aquela que já foi a Cidade Maravilhosa, o que fizeram com a divina São Salvador da Bahia de Todos os Santos; isso, para citar apenas algumas poucas das nossas metrópoles.

Ah, antes que eu me perca, já ia me esquecendo! Também, além de me permitir uma ou outra agradável leitura, penso que aprecio a boa música (e quem não aprecia), sei que um cineminha me ganha com bastante freqüência, e que pelo teatro, bem..., que por esse eu talvez tenha uma boa dose de adoração.

Aliás, como muitos, também sinto que nossa cidade está a nos dever bastante nessa área, tanto pelo pouco que nos oferece dessas boas coisas da vida quanto pelo muito que nos cobra de impostos e taxas!



Escrito por V. Rosalino às 00h18
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Minhas amigas, meus amigos:

       Com este blog desejo refinar minha percepção acerca da Florianópolis de hoje e, tanto quanto possível, com a ajuda de todo aquele que aqui também se disponha a exercitar a sua prosa, quem sabe, apreender o futuro que a ela estamos reservando. E mais, nos indagando sobre esse porvir, tentar respostas sobre o quanto nele podemos influir de modo a fazer de Floripa uma cidade cada vez mais humanizada e fraterna.

 



Escrito por V. Rosalino às 22h53
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